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  • Nikelen Witter

Tyla - Viajantes do abismo

Atília “Tyla” Antônia, nasceu no ano 74 da Tríplice República, nos arredores de Mirabília, a Cidade Azul, no lugar denominado Povoado das Árvores. Filha única de Caldre Antônio e Lionela Pinta.

Seu pai era um respeitado Contador de Histórias da seita religiosa conhecida como Mestres do Destino e tinha grande influência na região. A mãe era uma tingidora de tecidos e líder do Povoado das Árvores, principal fornecedor de tinturaria para as tecelagens de Mirabília.

Nos primeiros anos de sua vida, Atília recebeu uma educação esmerada, tanto dentro da comunidade religiosa do pai, sendo introduzida em seus mistérios; quanto na escola de seu povoado e em casa. Lionela Pinta costumava relatar os progressos da filha em um diário que foi resgatado após a guerra.

A morte de Lionela alterou a estrutura da família. Atília tinha então 9 anos de idade e cursava o primeiro ano ginasial do Internato Profissional do Artesãos da Cidade Azul, em Mirabília. Seus destaques acadêmicos, porém, cessam após a morte da mãe, na mesma medida em que crescem seus conflitos com o pai. Em cartas da época, foi possível encontrar várias acusações da filha por não ter sido chamada para acompanhar a doença que vitimou a mãe. Nesse período, também se iniciam os choques da menina contra o fatalismo da religião paterna.

Os períodos de férias escolares se tornaram problemáticos, de acordo com os escritos de seu sobrinho e biógrafo, Vinício Till. A rebeldia da filha gerou castigos e “correções” físicas por parte do pai, o que não ajudou para que Atília continuasse a se esmerar nos estudos.

O fato definidor de sua biografia, porém, ocorreu quando Atília contava com 12 anos. Um parente e amigo do pai – também seguidor dos Mestres do Destino – veio visitar a família durante o período de férias escolares. Com a desculpa de conversar com a menina e tentar demovê-la do luto e da oposição ao pai, o homem (cujo nome não se tem conhecimento) afastou a menina de casa e, sem testemunhas, abusou dela diversas vezes, acabando por violentá-la. Atília correu para contar ao pai o que acontecera, mas este não acreditou nela. Caldre deu atenção ao amigo, que garantia que a menina inventara tudo para punir o pai. Diante disso, Atília fugiu de casa.

Dos anos seguintes, pouco se sabe, pois de acordo com seu biógrafo, ela pouco contava. Dizia apenas que sobreviveu e que devia ser parabenizada por isso e não obrigada a dar detalhes. Cerca de 5 anos depois, o nome de Atília aparece na lista de prostitutas em um bordel na cidade de Alephas, com a alcunha de Tyla (nome pelo qual, mais tarde seria sempre lembrada). Daí em diante, seu nome estará sempre presente em informes sobre a localidade como alguém de influência. Aos 23 anos, Atília abriu o seu célebre estabelecimento VENDE-SE SEXO, chocando com o nome até mesmo a liberal cidade de mineiro/as e marginalizado/as. A ousadia, porém, não diminui sua influência e no ano seguinte, ela ocupou, como comerciante, o Conselho Gestor da cidade.

Sabe-se que Tyla reatou com o pai no ano 100 da Tríplice República, logo após o povoado das Árvores ter sido soterrado por uma tempestade de Areia. Mesmo com muitas mágoas, Atília foi uma das principais financiadoras da recuperação do Povoado, sendo uma visita constante ao pai. Quando a guerra civil estourou, foi atendendo a um pedido de Caldre que Tyla, foi até Alva Drão para resgatar Elissa Faina Till e sua família.

A amizade com Elissa – que seguiu com Tyla para Alephas – mudou mais uma vez seu destino e a jogou no centro da rebelião contra a Tríplice República e da resistência do planeta.

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